terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Morte de Carlos do Castro



Foi uma notícia que me chocou bastante, ainda agora estou em choque, pela pessoa e, principalmente, pela morte.

Não percebo o que pode levar alguém a cometer tal homicídio! (Na verdade, custa-me seriamente perceber o que leva alguém a cometer qualquer tipo de homicídio, mas isto pode ser bastante discutível…).

O que me deixa (e creio que a muitas outras pessoas) intrigada é a necessidade da mutilação.

Especulando um pouco: Se o presumível assassino (que ao que tudo indica não tem grandes possibilidades de fugir à culpa, perante a situação descrita) tem uma discussão com Carlos Castro, se se encontrava insatisfeito com esta relação (fosse qual fosse a relação) e num momento de maior tensão durante a briga tem vontade de agredir o outro (perante momentos de grande tensão qualquer pessoa pode perder o controle em si própria) e acaba por lesioná-lo de tal forma que, percebe que aquela pessoa já não volta à vida, a questão mantém-se, porquê a mutilação? Para quê tornar o cenário ainda mais horrendo? Para quê tanta humilhação?


Contudo, esta é uma história por desvendar…. Ainda vai dar muito que falar!

Existem outras coisas que não compreendo, nomeadamente a necessidade de um homem de 65 anos se aproximar de um rapaz de 21 anos que, perante o primeiro, não tem qualquer experiência de vida! Não conheci pessoalmente nenhum dos dois, mas a situação parece quase um cliché, daqueles em que no final a pessoa mais velha, supostamente mais madura, é abandonada e sofre pelas opções que tomou, porque no fundo sabe que foi usado pela sua “criança”, aquele jovem ser a quem tudo deu, em troca de amor e algo mais, e depois é deitado fora como um verdadeiro nada. Neste caso, o cenário foi bem pior… Pode servir de alerta para muitos!

Dizem que Renato Seabra procurava um pai, e até posso concordar, mas não penso que procurasse um pai pelo carinho e afecto que não teve de um pai biológico, mas procurava um tipo de pai que o mimasse com outros bens, materiais, neste caso.

O outro procurava a juventude e pensou, naturalmente, que o dinheiro pudesse comprar tudo, mas pelos vistos, ao longo dos seus 65 anos, faltou-lhe aprender que não, o dinheiro não compra tudo! O dinheiro não é tudo!

Estou a ser frontal, tal como este cronista sempre foi. Não pretendo faltar ao respeito à memória do mesmo, nem a qualquer familiar ou amigo deste. Expresso a minha opinião já que sou livre para o fazer e, para que este tipo de situações não sejam encaradas com banalidade, pois são situações chocantes e que devem fazer pensar….

Que a alma de Carlos Castro descanse em paz.

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